Um pouco sobre os trabalhos, processos, experimentos, histórias e sugestões.  

Bom, essa é uma série é uma das que mais trabalhei muito encima, desde revistar o material que foi captado em 2015, à fazer leitura de portfólio, curso, meses de trabalho intenso de experimentação e discussões coletivas sobre o material, até ganhar corpo, e ser feita a primeira expo do trabalho em 2018.

O ano de 2015 foi um momento que sem perceber, estava muito envolvida com a cultura pernambucana, e só no primeiro semestre tinha fotografado três eventos que tinham o Maracatu como tema central.

No Estado de Pernambuco, nordeste brasileiro, é comum vermos apresentações de Maracatus e a reprodução de suas imagens estamparem as cidades e o imaginário coletivo pernambucano;

O transbordamento do Rio Una com a alta das chuvas, deixou a cidade em estado de calamidade pública. Poucos meses depois desse período fatídico, a expedição com fotógrafos e outros artistas chega a cidade de Palmares. Uma parte do pessoal montava em praça pública uma exposição do Ricardo Peixoto, Diabolin fazia apresentações circenses e o fotojornalista consagrado Evandro Teixeira caminhava com o grupo de fotógrafos.

Esse é o primeiro texto que falo sobre essa série, e também a primeira série que realizei. E é Interessante pensar sobre isso, e revisar esse lugar, porque quando olho pra trás e penso como ela começou, é ao mesmo tempo, olhar pro começo da minha jornada.

É comum ver em Olinda alguns grupos reunidos jogando capoeira, seja no Alto da Sé, na praia... mas quando fui pra Barcelona, não imaginei ver, ainda mais durante a primeira caminhada para Iemanjá na cidade Catalã. Era como estar em casa. Já tinha o projeto Veste Branco em andamento, e fotografei as rodas de capoeira porque faziam parte daquele cortejo, que em alguns momento era parado pra algumas pessoas de grupos de capoeira formado por brasileiros e espanhóis da cidade. Quando voltei e olhei as imagens com calma, algumas era meio abstratas, os corpos pareciam amórficos, e quis experimentar mais dessa outra forma de ver o corpo. Seja ele múltiplo, ou descontruído, cortado, recriado. Então gostaria de compartilhar algumas dessas imagens, e seus desdobramentos.